Na corrida eleitoral de 2026, o mundo digital não só vai continuar presente, mas ganhará maior visibilidade com a participação de influenciadores digitais. Segundo dados da Nielsen, há mais de 10 milhões de influenciadores com pelo menos mil seguidores no Instagram, colocando o Brasil na segunda posição global nessa categorização.
Mas quais os limites dessas participações? De acordo com a Resolução 23.755, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a veiculação de propaganda pela plataformas digitais não é permitida se houver remuneração direta ou indireta. Entretanto, a liberdade de expressão também está garantida aos influenciadores, desde que respeitem regras estipuladas pela legislação.
Um projeto piloto por meio do Instituto Reuters e Universidade de Oxford mostrou que 53% dos brasileiros buscam informações em redes sociais, o que coloca a responsabilidade dos influenciadores ainda mais no radar. A professora Isaaaf Karhawi, da ECA-USP, salienta a necessidade de transparência e responsabilidade.
Para manter a integridade do processo eleitoral na era digital, o TSE promoveu um encontro com 15 criadores de conteúdo que juntos alcançam cerca de 45 milhões de pessoas. A iniciativa Confirm@: 30 anos de urna eletrônica busca aproximar os influenciadores das dinâmicas do sistema.
Diálogos diretos com esses profissionais, como no caso dos engenheiros aposentados Maria Helena e Tarcísio Cabral (@60demais), são fundamentais para combater desinformação e promover o voto ciente. O Guia para Influenciadores nas Eleições oferece orientações sobre participação ética na eleição, direcionando tanto criadores de conteúdo quanto os seguidores.
A Agência Senado reúne todas essas informações em um canal só, disponibilizando o WhatsApp para dúvidas direcionadas. Dessa maneira, a informação fica disponível para moradores de Pindamonhangaba e Moreira César.
Fonte: Internacional e Geopolitica
