A Justiça concedeu nesta terça-feira (15) a prisão domiciliar ao ex-prefeito de Taubaté, Roberto Peixoto, que aguardava sentença pelo crime de lavagem de dinheiro. A decisão ocorre após uma solicitação da defesa do político, baseada em seu estado de saúde.
Peixoto foi preso em julho, quando a Justiça de São Paulo negou uma liminar para a prisão domiciliar. Em sua decisão mais recente, o desembargador federal Paulo Fontes atendeu ao pedido da defesa após considerar as sequelas causadas por um AVC e as dificuldades do ex-autor executivo em realizar atividades diárias.
De acordo com perícias médicas realizadas posteriormente, Peixoto apresenta problemas cognitivos e físicos significativos. Documentos apontam paralisia do lado direito do corpo e dificuldades na linguagem, além de necessidade de apoio para caminhar e realizar outras tarefas básicas.
A defesa afirma que a decisão é um reconhecimento do princípio da dignidade humana. Entretanto, Peixoto ainda aguarda transferência para residência enquanto o processo administrativo se encaminha.
Roberto Peixoto foi condenado juntamente com sua esposa Luciana por ocultação de patrimônio. A pena inicial imposta ao ex-prefeito é de 10 anos e seis meses, em regime fechado, enquanto a esposa recebeu 6 anos, oito meses e trinta dias.
O caso levou passagens por audiências de custódia e transferência condicional. Agora, com a prisão domiciliar concedida, Peixoto poderá aguardar em sua casa a análise final para iniciar seu cumprimento da pena.
Fonte: Politica Regional
